Ajuda humanitária tem de chegar ao Sudão quanto antes

Um de dois aviões carregados com ajuda humanitária de emergência chegou ontem à região do Darfur, no Sudão, arrasada por meses de violência e ataques étnicos. A ajuda será distribuída pelas organizações cristãs Caritas Internationalis e ACT (Action by Churches Together), a promover uma resposta conjunta de urgência no local. Perto de 50 mil pessoas já morreram desde Fevereiro de 2003 e mais de 1,2 milhões de sudaneses fugiram das suas casas no Darfur. A base de operações da ACT/Caritas é em Nyala, capital do Darfur do sul, onde serão recebidos os itens de auxílio. A chegada da época das chuvas torna mais premente a distribuição de abrigos plásticos para cerca de 30 mil deslocados internos, tentando protege-los contra as doenças. “Temos uma equipa pronta no terreno para receber a ajuda enviada da Europa”, revela a directora do escritório de Nyala, Mayen Wol Jong. As equipas da ACT/Caritas estão a avaliar a situação no terreno, de modo a ajudar as pessoas mais vulneráveis. Mais de 800 mil pessoas estão aglomeradas em campos na região do Darfur. Segundo as organizações cristãs, estes deslocados precisam de acompanhamento constante, para que possam receber a ajuda de que precisam. “Aquilo que percebemos é que cada vez mais deslocados internos estão a chegar aos campos de refugiados. Isto cria uma necessidade de constante redimensionamento das nossas acções”, refere Jong. Algumas das áreas em que o projecto da ACT/Caritas é realizado são locais de difícil acesso, que correm o risco de ficar isoladas na época das chuvas. A pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU, pode ganhar contornos ainda mais dramáticos. “A fome e a doença não esperam por fundos de ajuda antes de destruir as pessoas. Em El Muhajeria temos testemunhado um sofrimento tremendo e temos de agir depressa”, avisa Mayen Wol Jong.

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