Advento/Natal: Bispo da Guarda desafia a «reavivar a alegria de acolher a visita de Deus»

D. José Pereira celebrou o Ano Santo 205 em duas dioceses, afirmando que «a Igreja é a mesma, a esperança é a mesma»

Foto: Agência ECLESIA/LFS

Guarda, 30 nov 2025 (Ecclesia) – O bispo da Guarda ddeseja que o tempo do Advento, que a Igreja Católica começa a celebrar hoje, seja de caminho e de “reavivar a alegria de acolher a visita de Deus”.

“O desafio que eu faço é que o ciclo do Advento e do Natal, tempo da esperança por excelência, que a Virgem Maria está de esperanças, como diz o povo, seja, de facto, um período de caminho e de reavivar a alegria de acolher a visita de Deus”, disse D. José Pereira, em entrevista à Agência ECCLESIA.

“Não apenas no tempo litúrgico de Natal, mas das formas como, ao longo do ano, Deus depois nos surpreende e nos desafia”, acrescentou.

Segundo D. José Pereira, um dos desafios que “é transversal a todas as Igrejas”, sentiu isso no Patriarcado de Lisboa e continua a sentir na Diocese da Guarda, “é o dinamismo vocacional da existência cristã”, que é uma atitude permanente de escuta de um Deus que “visita, que tem iniciativa, que convoca e que chama”, e como é que cada um se põe “diante disso para responder, não apenas religiosamente, mas respostas concretas a apelos concretos que Deus faz”.

“Se o tempo do Advento e do Natal nos ajudar a renovar esta dimensão da escuta, esta dimensão missionária, esta dimensão da partida, esta dimensão do cuidado ao outro, esta dimensão da resposta que Deus me pede que eu dê aos meus irmãos, fico contente que o Advento e o Natal possa conduzir a isso.”

O bispo da Guarda lembrou também a iniciativa do Secretariado de Coordenação Pastoral com o Departamento de Ação Missionária, “mais direcionada para as catequeses e para as crianças e adolescentes”, mas também comunidades, famílias e grupos, que convida a viverem o “Advento e o Natal em comunhão com a Igreja universal e com o mundo; neste itinerário pastoral e espiritual cada semana do Advento e as solenidades do Natal, da Sagrada Família e da Epifania são associadas a um continente, uma cor, uma palavra e um gesto simbólico.

A Igreja Católica está a celebrar o Ano Santo 2025, o 27.º jubileu ordinário da história, por iniciativa do Papa Francisco, que o dedicou ao tema da esperança, e está a ser continuado com o pontificado de Leão XIV, que o vai encerrar no dia 6 de janeiro de 2026.

Nas dioceses por todo o mundo, o Jubileu da Esperança, vai terminar no tempo do Natal, no dia 28 de dezembro, o bispo da Guarda recordou que os arciprestados fizeram as suas peregrinações à Sé, que era a Igreja Jubilar, “foram momentos importantes de vida eclesial e, até, de renovação da alegria”, de se encontrarem e de caminharem.

“Penso que há aqui um caminho reiniciado que é preciso dar continuidade; o jubileu termina, o ano jubilar, mas a provocação, o apelo, o chamamento à esperança não termina. E como é que nós vamos agora dar continuidade, traduzindo isto que o jubileu nos ajudou a refletir e a peregrinar,”, acrescentou, recordando que o setor da Coordenação Pastoral e o jornal diocesano ‘A Guarda’ realizaram uma “pequena peregrinação jubilar” a Roma com “50 diocesanos”, na semana passada, “e vieram muito entusiasmados, e fizeram uma boa experiência”.

D. José Pereira começou a celebrar o Ano Santo 2025 em Lisboa, onde era reitor no seminário maior, chegou à Diocese da Guarda há menos de nove meses, onde foi ordenado bispo a 16 de março, e explica que foi tentar integrar-se, “a Igreja é a mesma, a esperança é a mesma, as atividades são diferentes”.

“O importante é nós todos tomarmos parte e pormos em marcha aquilo que faz bem a todos. E depois estou aqui, estou ali, estou onde o Senhor me mandava. E foi assim, seja no que deixei em Lisboa, seja no que vim abraçar, eu também entrei numa forma de viver o jubileu que já estava programado e até houve peregrinações jubilares à Sé que foram adiadas, quando saiu a notícia da minha nomeação, para ser com o novo bispo”, explicou o bispo diocesano.

“É entrar e acolher o que outros semearam, deixar que colham o que nós semeámos, foi um bocadinho nesse espírito que fui vivendo este jubileu.”

A Diocese de Guarda apresenta hoje o seu itinerário pastoral 2025/2026, no I Domingo do Advento, às 17h00, na Sé.

CB/OC

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