O comandante da Guarda Suíça, Coronel Elmar Maeder, assegurou que Bento XVI coloca menos problemas à sua segurança do que João Paulo II, dado que “não se expõe tanto como o seu predecessor no meio da multidão”. O máximo responsável do corpo militar do Vaticano refere à agência ANSA que um atentado contra o Papa alemão é “pouco provável, hoje em dia, e seria muito difícil de concretizar”. A Guarda Suíça, corpo militar que assegura a protecção do Papa e da Cidade do Vaticano, comemora neste Domingo os seus 500 anos de existência. O Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, presidirá a uma celebração eucarística na Capela Sixtina, que será seguida por um “piquete de honra” da Guarda na Praça de São Pedro, durante a recitação do Angelus. No dia 7 de Abril, um grupo de veteranos partira da Suíça para “uma marcha para Roma” de quatro semanas sobre os caminhos empreendidos pelos seus antepassados, e a 6 de Maio, na tradicional cerimónia de juramento dos recrutas, Bento XVI presidirá a Missa pela sua guarda pessoal. Elmar Maeder explica que a protecção pessoal do Papa é confiada a um pequeno grupo de guardas, com pelo menos oito anos de serviço, os quais são submetidos, todos os anos, a um treino especial na Suíça. A prevenção de atentados é uma preocupação constante dos serviços de segurança no Vaticano, mesmo se a Santa Sé não possui nenhum serviço secreto. As informações chegam, muitas vezes, “através de serviços de segurança estrangeiros que colaboram connosco”, confessou o Coronel Maeder.
