No Domingo de Pentecostes, dia 8 de Junho, celebrou-se no Arquipélago dos Açores a Festa dos Povos. Como referiu D. António Sousa Braga, Bispo de Angra, numa nota pastoral para esta comemoração trata-se de “realizar, em atitude de diálogo ecuménico e Inter-religioso, algum gesto de acolhimento e de solidariedade para com os trabalhadores estrangeiros”. E o pastor de Angra deu o exemplo com o “baptismo de uma criança de Cabo Verde e o crisma a 20 elementos daquele país lusófono” – salientou à Agência ECCLESIA o Pe. Manuel Costa Freitas, Director do Secretariado Diocesano das Migrações. Outrora o destaque esteve centrado “nos imigrantes de Leste”, mas desta vez “os imigrantes caboverdianos estiveram no centro da festa” – referiu. Para além da celebração, as zonas pastorais estavam encarregues de “convidarem os imigrantes da sua área a tomarem uma refeição nas funções dos Impérios do Espírito Santo” – sublinhou o Pe. Costa Freitas. Uma acção que vem no seguimento do apelo de D. António Sousa Braga que pedia “não podemos apenas tolerar os imigrantes. Temos de os acolher como irmãos e de os integrar na comunidade”. Na ilha Graciosa, os cerca de 20 imigrantes residentes na “ilha Branca”, como lhe chama o Pe. José Simões Borges, “estão integrados e comungam deste espirito dos ilhéus”. Nesta festa, “os paroquianos convidaram os «estrangeiros» para as funções fizeram deles «açorianos»”.
