Pediu o Presidente da Cáritas de Portalegre – Castelo Branco O problema dos incêndios que deflagraram na diocese de Portalegre – Castelo Branco, no Verão passado, trouxeram uma nova realidade e obrigaram os elementos que trabalham na pastoral social a fazer “uma reflexão para estarmos organizados” – disse à Agência ECCLESIA Elicídio Bilé, presidente da Cáritas daquela diocese, a propósito do I encontro diocesano da Cáritas. Uma organização que passa “não só pela questão destas catástrofes” mas também a “necessidade de uma acção social cada vez maior”. E aponta os exemplos positivos da Liturgia e da Catequese mas ao nível da acção sócio – caritativa fica ao “sabor dos acontecimentos” – disse Elicídio Bilé. Depois dos incêndios, a Cáritas diocesana, tal como os diversos grupos de acção social nas paróquias, mobilizaram-se mais em torno “desta catástrofe”. Esta iniciativa, subordinada ao tema «A organização da Cáritas», concluiu que “devemos organizar o voluntariado que está disperso” porque “temos muitas pessoas a trabalhar na área social mas de forma desorganizada” – salientou o Presidente da Cáritas de Portalegre. Se este organismo estiver organizado em todas as paróquias e depois se constituírem “em forma de rede”, a expressão da Cáritas “será mais consequente”. O flagelo dos incêndios vieram demonstrar o papel deste organismo diocesano porque, desde a primeira hora, “estivemos a apoiar as famílias”. Estes encontros também servem para fazer um levantamento dos problemas sociais que – segundo Elicídio Bilé – estão relacionados “com o envelhecimento da população” e “o acolhimento dos imigrantes”. Para além do desemprego, que “tem afectado muito esta região”, os incêndios “levaram alguns recursos às pessoas”. A mata e as serrações eram “o ganha pão de muita gente”. Para resolver estas necessidades, a Cáritas diocesana está empenha, nesta 3ª fase de apoio às vitimas dos fogos, “na criação de emprego e na formação profissional” – finalizou.
