Ação Católica Rural: Curso Nacional de Animadores do movimento registou 75 participantes de várias dioceses

Iniciativa com o tema «Da noite ao dia: Educar para a esperança» realizou-se durante dois dias 

Foto: Ação Católica Rural

Albergaria-a-Velha, 13 jan 2026 (Ecclesia) – A Casa Diocesana Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, na Diocese de Aveiro, recebeu nos dias 10 e 11 de janeiro o Curso Nacional de Animadores da Ação Católica Rural, que contou com a adesão de 75 pessoas.

A iniciativa envolveu participantes das Dioceses de Braga, Coimbra, Funchal, Guarda, Porto, Viana do Castelo e Viseu, de diferentes idades, em torno do tema “Da noite ao dia: Educar para a esperança”, informa um comunicado da direção nacional do movimento.

Depois da oração da manhã, no sábado, orientada pela Diocese do Funchal, o tema “O humanismo e os seus inimigos: o desafio de educar quando é noite” foi apresentado pelo professor de Educação Moral e Religiosa Católica Luís Silva, sócio fundador da Associação de Defesa e Apoio da Vida – Aveiro.

O docente alertou para dois grandes perigos do humanismo, sendo um deles, segundo a Ação Católica Rural, “a redução do ser humano a uma única dimensão – corporal ou espiritual” e o outro o “hiperindividualismo e relativismo da cultura hodierna que conduz à erosão dos direitos humanos e à conceção da liberdade enquanto exercício arbitrário de atos da vontade”.

De acordo com o Luís Silva, o humanismo cristão, pelo contrário, é profundamente relacional, afirma o ser humano como pessoa, isto é, um ser (corpo e espírito numa unidade inseparável) em relação consigo, com os outros e com o Totalmente Outro.

Além disso, a corrente considera a dignidade humana inalienável e fundamento da liberdade que se realiza na relação com o outro.

“A liberdade pessoal concretiza-se e cresce quando cresce a liberdade do outro. A noite é metáfora do relativismo porque gera múltiplas luzes individuais, luzes mais fortes que se impõem às mais fracas. O dia é o tempo da luz omnipresente para todos (“Sol”), metáfora das referências comuns e universais”, pode ler-se no comunicado.

Durante a tarde realizou-se uma “Caça ao Tesouro”, baseada na reflexão da manhã, e, num segundo momento, em pequenos grupos fez-se revisão de vida para ler a vida à luz da Palavra de Deus.

Já à noite, os participantes participaram numa panóplia de jogos, que envolveu todos, de “forma dinâmica e criativa”, assinala a Ação Católica Rural.

“A oração da noite, permitiu terminar o dia, de forma serena, num tempo de silêncio e contemplação; percebemos que não somos seres para a noite, mas para a luz (pela palavra de Deus), para o dia, em busca do nosso tesouro (o irmão)”, descreve.

O dia seguinte, domingo, começou com a celebração da Eucaristia, a que se seguiu o trabalho orientado por Gastão Veloso, da Arquidiocese de Braga, sobre “Relações Humanas”.

A dinâmica “Entrevista com Rótulos” permitiu refletir sobre os diferentes tipos de pessoas com quem cada um trabalha e a forma como se deve lidar com o outro, de forma humanista.

“Se o verdadeiro tesouro são os outros, devo refletir profundamente como os trato e como vivemos em relação com os tesouros que Deus nos confiou, sendo DIA para todos os que nos rodeiam!”, concluiu a direção nacional da Ação Católica Rural.

LJ/OC

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