Os atentados do 11 de Setembro representam um desafio para os Religiosos e Religiosas da Igreja Católica de todo o mundo. A ideia foi apresentada no II Congresso Mundial de Vida Consagrada, a decorrer em Roma, pelo Pe. Timothy Radcliffe, Dominicano inglês. “O 11 de Setembro é um símbolo de quão distante está a nossa aldeia global do Reino em que toda a humanidade estará em casa: nesse dia, a violência latente da nossa cultura mundial tornou-se visível”, assegurou. O Congresso – que promovem conjuntamente, pela primeira vez na história, a União dos Superiores Gerais (USG) e a União Internacional das Superioras Gerais (UISG) – começou com uma aposta por uma vida religiosa mais profética, menos instalada em si mesma e mais próxima dos pobres. “A vida consagrada só conseguirá superar a sua crise se entrar no processo de evangelização de si mesma”, afirmou a irmã Terezinha Rasera, presidente da União Internacional de Superioras Gerais (UISG). No congresso participam 900 religiosos de 130 países, além de teólogos, bispos e representantes de outras confissões cristãs e de outras religiões. De 23 a 27 de Novembro, em Roma, debatem o tema “Paixão por Cristo, paixão pela humanidade”. No encontro tem-se questionado a vida consagrada a partir do primeiro congresso mundial (1993) e o sínodo a ela dedicado (1994), à luz da exortação apostólica “Vita consecrata” e das cartas apostólicas de João Paulo II “Tertio millennio adveniente” (1994) e “Novo millennio ineunte” (2001). Os religiosos e religiosas, procuram respostas a fenómenos como a globalização, a mobilidade humana e os fenómenos migratórios, a cultura da morte e a acção em defesa da vida, o pluralismo e o caminho do diálogo, a visão secularizada da vida, a mentalidade pós-moderna e suas influências na sociedade, o diálogo inter-religioso e o ecumenismo; assim como a falta de vocações. O Pe. Radcliffe chamou a atenção para os milhões de pessoas que “tentam fugir da pobreza e da opressão, mas não conseguem”. O Dominicano falou ainda de um desafio mais súbtil, que é o de “acolher os estrangeiros no interior das Congregações e da Igreja”.
