Um estudo dos documentos inéditos do Arquivo Secreto Vaticano permitiu aos histridadoes Matteo Luigi Napolitano e Andrea Tornelli produzir a obra “O Papa que salvou os judeus”, dedicado à polémica figura de Pio XII. O livro será apresentado na segunda-feira, 31 de maio, na Aula Magna da Universidade Lumsa (Libera Università Maria Santissima Assunta). Em declarações à agência Fides, Andrea Tornielli, explica que o processo de elaboração do livro passou pela análise de dezenas de documentos “provenientes do Arquivo Secreto do Vaticano”. “Dos documentos resulta de modo inequívoco que a Santa Sé, na imediata ascensão ao poder por parte de Hitler, interveio em favor dos judeus para dissuadir a Alemanha nazi das políticas discriminatórias em relação a eles. Foi pessoalmente Pacelli a insistir, pedindo ao Núncio Apostólico em Berlim, Cesare Orsenigo, que se interessasse pelo problema judeu”, assegura. “Sempre nos foi dito que o Vaticano permaneceu surdo e prudente, enquanto intervieram alguns representantes dos episcopados. Na realidade, as cartas contam uma verdade diferente: foi a Santa Sé a incentivar os episcopados”, acrescenta. No livro existe um capitulo onde são denunciados “erros, falsidades, omissões e despropósitos presentes em muitas publicações sobre Pio XII”. Para o autor, era necessário “demonstrar ao que pode levar o uso dos documentos num único sentido e o desprezo pela voz viva das testemunhas”.
