A UCP como laboratório cultural

A Universidade Católica Portuguesa mostra-se disponível para fomentar o encontro entre Universidades Leigas e Universidades Católicas, como um moderno “laboratório cultural” que permita usufruir da contribuição de todas as competências (humanas, científicas, filosóficas e teológicas). A UCP responde assim às orientações do Simpósio Internacional “Universidade e Igreja na Europa”, ocorrido na Universidade Pontifícia Lateranense de Roma e que durante quatro dias reuniu mais de 2.000 participantes entre professores, estudantes, capelães, reitores e Bispos de 41 países europeus. O vice-reitor da UCP, Carlos Azevedo, que representou a instituição em Roma, revela à Agência ECCLESIA a intenção de “proporcionar um diálogo inter-cultural e inter-disciplinar naquilo que se chama laboratórios culturais. A Igreja tem a vocação, pela sua universalidade, de provocar estes diálogos”. “Tudo o que diga respeito ao espaço do homem na cidade, à construção política, ao desenvolvimento cultural, tem de assentar de uma noção de pessoa que, quem vive como cristão propõe”, é de um humanismo aberto à transcendência”, explica. Neste âmbito, acrescenta, “a Pastoral Universitária, enquanto presença da Igreja, deve ser uma resposta aos anseios do homem e da mulher contemporâneos, com a capacidade de corresponder a uma necessidade cada vez mais sentida do religioso”. A experiência portuguesa revela um trabalho aturado na construção destes espaços de diálogo, sobretudo em sectores temáticos muito específicos. “Na UCP há um trabalho interessante em alguns sectores, como o da História Religiosa – que reuniu 200 investigadores de várias universidades do país e estrangeiras; além desta dimensão de reunir pessoas que trabalham no mesmo sector procuraremos fomentar encontros de diferentes campos do saber para que se ouçam e se desafiem mutuamente”, concluiu Carlos Azevedo.

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