A «música» de S. Agostinho

Encerramento do Ano Agostiniano na diocese de Leiria – Fátima “Transmitir a densidade daqueles textos em que S. Agostinho exprime a sua inquietação pela busca de Deus” – é a mensagem da Cantata: “Santo Agostinho – o cantor da sede de Deus”, disse ao ECCLESIA o autor da obra, Pe. António Cartageno. Este musical foi apresentado dia 14 deste mês, encerramento do Ano Agostiniano na diocese de Leiria-Fátima, e tem duas partes distintas: “numa S. Agostinho anda à procura e a música traduz o dramatismo da procura e noutra S. Agostinho encontra Deus e alegra-se com isso”- referiu o Pe. António Cartageno. Um ano dedicado a Santo Agostinho, padroeiro da diocese, que na opinião de D. Serafim Ferreira e Silva, bispo da diocese de Leiria-Fátima, foi “uma oportunidade histórica” para aprofundar “este pensador que tem muita força e muita actualidade”. S. Agostinho – sublinha o prelado é “um homem da vida e muito pastor”. Com dezenas de livros escritos, o homenageado mantém “a actualidade do pensamento, da investigação e de uma certa rebeldia mas ao mesmo tempo com uma grande docilidade á força do Espírito”. A música é arte – acentua Pe. António Cartageno – que “chega mais directamente ao coração do homem”. Se esta foi “bem escrita e executada” tem o “poder de chegar ao coração da pessoa”. Como intervenientes, a Cantata teve uma grande “massa coral” composta por seis coros, uma orquestra (com trinta elementos) e um solista que “encarna a figura de S. Agostinho”. Uma obra, teve como alicerce o livro «Confissões», que demorou mais de um ano a criar. “Um trabalho árduo e difícil” – disse o autor. A cantata sobre Santo Agostinho executada na Sé de Leiria “completamente cheia”, encerrou, em “clima de grande beleza e harmonia, o Ano Agostiniano, em que se celebraram os 1650 anos do nascimento do padroeiro da diocese de Leiria-Fátima” – disse o Pe. Jorge Guarda, Vigário Geral da diocese. E adianta: “concretizou-se bem o apelo do bispo de Hipona: louvamos a Deus agora que nos encontramos reunidos na igreja”. No fim da festa, D. Serafim Ferreira e Silva realçou que esta efeméride “produz sempre os seus frutos – visíveis e invisíveis”. “um bom investimento” Para a Diocese e para a Sociedade leiriense ficam também as “obras produzidas no campo da pintura e da música, e as publicações dos estudos e documentos. Não menos importante, é o estilo das realizações, todas elas de grande qualidade e envolvendo múltiplas parcerias com instituições eclesiais, sociais e culturais” – disse o Pe. Jorge Guarda. “Não podemos festejar os padroeiros apenas com missas, procissões, música e foguetes. É preciso mais e melhor, para os honrar verdadeiramente e nos enriquecermos espiritualmente. A celebração dos padroeiros há-de contribuir para vincar a identidade daqueles que o têm como protector”. Notícias relacionadas •Ano Agostiniano: fecho em beleza pede continuidade •Congresso «Santo Agostinho: o homem, Deus e a cidade»

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