A montanha do Papa

Hoje, 18 de Maio, a região italiana dos Abruzos rebaptiza o pico de uma montanha do Gran Sasso com o nome de “João Paulo II”. Bento XVI agradeceu publicamente, na audiência geral desta manhã, o gesto das autoridades dessa região, recordando que o seu predecessor “amou e visitou por muitas vezes estas esplêndidas montanhas”. Saudando os peregrinos italianos, o Papa assinalou que “hoje tem lugar um acto muito significativo, ao qual me uno espiritualmente. É intitulado um cume do Gran Sasso da Itália com o nome do inesquecível Papa João Paulo II”. “Saúdo e agradeço aos promotores destas louvável inciativa e desejo que quantos pararem diante deste cume sejam levados a elevar o seu espírito a Deus, cuja bondade resplandece na beleza do criado”, acrescentou. Segundo as autoridades da cidade de L’Aquila, localizada nos Apeninos centrais, esta é a homenagem do povo ao homem que passou muitos dias de seu pontificado nessa zona, esquiando, passeando ou desfrutando da paisagem. Na semana passada, uma cruz de ferro, com 2,70 metros de altura e 340 quilos de peso foi colocada no cimo da cadeia do Gran Sasso, a 2424 metros. O ministro italiano da Agricultura, Gianni Alemanno, esteve esta manhã no pico e desceu para a igreja local de São Pedro da Ienca, onde o Cardeal português D. José Saraiva Martins preside a uma Missa. O caminho que leva desta igreja ao cume passa a ser designado “caminho Karol Wojtyla”. O jornalista italiano Renzo Allegri revelou esta semana que João Paulo II “escapava” disfarçado para esquiar no Gran Sasso dos Abruzos. João Paulo II tinha sido informado da iniciativa de rebaptizar a colina, e, por este motivo, existiu um intercâmbio epistolar entre o Vaticano e as autoridades regionais. Uma carta enviada pela Secretaria de Estado, a 17 de Março de 2005, assinada pelo Arcebispo Leonardo Sandri, confirma implicitamente as “escapadelas” do Papa polaco ao recordar “as suas numerosas excursões àquela localidade de montanha, detendo-se frequentemente na igreja de San Pietro della Ienca”. Segundo Allegri, o falecido Papa passava nestas montanhas dias inteiros, “inclusive em absoluta reserva”.

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