João Paulo II defendeu na semana passada a centralidade da família na missão da Igreja, tendo pedido aos sacerdotes que não se cansem nunca de “propor, anunciar e testemunhar a grande verdade do amor e do matrimónio cristão”. Numa mensagem aos párocos da diocese de Roma, pelo início da Quaresma, o Papa destacou o “papel fundamental e insubstituível da família, tanto na vida da Igreja como na da sociedade civil”, e precisou que para sustentar as famílias cristãs “é necessária a solicitude pastoral de todos nós, sacerdotes”. “Reconhecer o papel central da família no desígnio de Deus sobre o ser humano, e, portanto, na vida da Igreja e da sociedade, é uma tarefa irrenunciável, que tem animado estes 25 anos de pontificado, e o meu ministério de sacerdote e de bispo”, referiu. Vincando que o projecto do matrimónio se inscreve no projecto de Deus, João Paulo II disse que “o matrimónio e a família não podem ser considerados um simples produto das circunstâncias históricas”.
