A Igreja na Capital da Cultura

Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi o berço de nascimento de seis reis portugueses e da primeira universidade do país e uma das mais antigas da Europa. Chegou a ostentar o título de capital do reino até 1260. No ano de 2003 volta a gabar-se desta honra mas somente nos parâmetros culturais. A Igreja, como promotora de cultura, não se colocou à margem desta iniciativa e mostra o seu património artístico e musical. Neste contexto fará uma exposição na Igreja do Salvador sobre “Relicários da Sé Nova” e uma Exposição no Mosteiro de Santa Cruz sobre os fundadores do referido Mosteiro. Durante o ano, a Sé Nova, tal como a Igreja de S. José, proporcionará também, aos interessados, vários concertos. A paróquia de S. José fará todos os meses um debate cultural e ainda uma exposição de temática religiosa. A cultura estará em destaque na cidade do Mondego e a Sé Velha, tal como disse à Agência ECCLESIA o Conº Manuel Leal Pedrosa, Vigário Geral da diocese de Coimbra, terá ao longo do ano um ciclo de conferências subordinado ao tema “Culto e Cultura”. Ao todo serão onze temas em debate que reflectirão sobre: “Nos alvores da história de Coimbra – D. Sesinando e a Sé Velha”; “A Sé Velha na conjugação do românico e do gótico”; “As marcas renascentistas da Sé Velha de Coimbra”; “A música e a Liturgia na Sé Velha de Coimbra”; “A recuperação da Sé Velha nos começos do século XX” e “A Sé Velha na cultura religiosa e literária de Coimbra”. Para além destas iniciativas, as comemorações tiveram o seu início com outro assomo cultural: “Escultura de Coimbra: do Gótico ao Maneirismo”. A Sala da Cidade (Galeria do Refeitório e Claustros do Mosteiro de Santa Cruz) foi o local escolhido para dar a conhecer a estatuária, uma actividade com quatro séculos em Coimbra e que “representa quase 90% de todo o tipo de escultura que se fazia em Portugal” – salientou Pedro Dias, coordenador científico da exposição, numa cerimónia que antecedeu a inauguração da respectiva exposição e adiantou que “é uma forma de homenagear o pároco José Bento Vieira, padre e guardião do templo que é Santa Cruz”. Uma exposição que, apesar de não ser organizada pela Igreja local, “contou com a colaboração desta” – salientou o Vigário Geral da diocese. Além desta exposição, que estará patente ao público até ao final do mês de Maio, haverá ao longo do ano mais eventos culturais: I Feira Internacional do Património Histórico (de 27 de Junho a 6 de Julho); Exposição sobre a história da cidade, desde a época romana à actualidade; A Pintura Manuelina e os mestres de Coimbra (de 4 de Julho a 31 de Outubro) e Tesouros Artísticos do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (no último mês do ano). Poderá obter mais informações através do site: www.coimbra2003.pt

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