A evolução das Cáritas diocesanas

Conselho Geral da Cáritas Portuguesa aprofunda estudo sobre “A Organização e Acção das Caritas Diocesanas em Portugal” “Conjugar esforços, reunir sinergias e a abrir novos caminhos para se ir ao encontro dos que mais necessitam de ajuda” – exortou D. José Pedreira, membro da Comissão Episcopal da Acção Social e Caritativa, aos participantes do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, realizado no Porto, dias 13 e 14 de Novembro. O tema central do Conselho Geral “A Acção das Caritas Diocesanas”, foi introduzido pelo Marinho Antunes, que apresentou e comentou os resultados do estudo que efectuou sobre “A Organização e Acção das Caritas Diocesanas em Portugal”. Tendo como objectivo, três grandes vectores: a caracterização do estado actual e da acção desenvolvida pelas Cáritas Diocesanas, a recolha da avaliação e das perspectivas que os dirigentes têm sobre estas matérias e a elaboração de um diagnóstico sobre a evolução das Cáritas Diocesanas, à luz das perspectivas sociológica e Sócio-Pastoral, este estudo, centrou-se nalguns dos aspectos essenciais da actividade das Cáritas Diocesanas tais como, organização, colaboradores, acção social, animação pastoral, cooperação com outras entidades, receitas, despesas, instalações, uso de meios de comunicação social e avaliação do presente e projecto para o futuro. Em declarações à Agência ECCLESIA, Eugénio da Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, sublinhou alguns números deste estudo. No ano de 2002, em termos de assalariados, as Cáritas diocesanas tinham cerca “de 944 assalariados” e “4739 voluntários (destes 3690 são voluntários ocasionais)”. Este números referem-se somente às Cáritas diocesanas e das 20 existentes só 19 responderam. Ao nível de atendimentos (engloba todos as valências), Eugénio da Fonseca salienta que em 1992 foram feitos 20886 em 13 Cáritas diocesanas. Cinco anos depois o número aumentou para 23570 mas em 16 Cáritas diocesanas. Em 2002 responderam 18 Cáritas diocesanas e o número cifrou-se nos 40426 atendimentos. Por sua vez, Marinho Antunes disse aos participantes que o estudo concluiu que existe uma “grande diversidade de formas de organização e funcionamento; pluralidade de concepção sobre a própria identidade; necessidade de repensar, continuadamente, a obtenção de meios próprios alternativos para a realização das suas acções; necessidade de se efectuar um diagnóstico profundo da sociedade, face às novas formas de exclusão e pobreza” e sugere que se deve “conjugar a diversidade com a unidade para que se encontrem modelos comuns de actuação em todas as Dioceses”. “Partilha o pão. Constrói a justiça” foi o lema escolhido que servirá de inspiração para o Dia Nacional da Cáritas, do próximo ano, procurando-se, desta forma, associar a Cáritas à celebração do Ano Eucarístico. Notícias relacionadas •Conselho Geral da Cáritas Portuguesa

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