Apelos de D. António Sousa Braga A Igreja “opõe-se, seja ao aborto, como à sua despenalização, não sendo de sua competência determinar a pena, na ordem jurídica civil” – refere D. António Sousa Braga, bispo de Angra, numa Nota Pastoral sobre o debate do Aborto, publicada dia 30 de Janeiro. Os vários quadrantes políticos referem que é uma questão de consciência. Posição corroborada pelo prelado açoriano mas acentua: “só que para um católico, inclusive político, a consciência tem de ser formada à luz do ensinamento da Igreja”. No referido documento, D. António Sousa Braga sublinha que o sentido da argumentação de fundo da Igreja é este: “o fruto da concepção é um novo ser humano, que iniciou a sua própria existência. Precisa ser defendido, tanto mais quanto, no caso do aborto, é uma vítima inocente e indefesa. Um Estado de Direito tem de tutelar a vida, desde o começo até ao seu termo, com leis apropriadas”. O aborto é uma “medida drástica”, que “não pode ser aceite, como método de contracepção, porque elimina uma vida”. Perante este dado, a questão do aborto “não é uma questão religiosa. É uma questão de humanidade. A Igreja não faz outra coisa senão reforçar uma posição da razão humana, iluminando-a com a luz da Revelação Divina” – escreve. Notícias relacionadas • Importa agir e legislar em favor da vida
