Arcebispo de Évora aprovou novas orientações para baptismos e casamentos A arquidiocese de Évora vai começar a aplicar as novas orientações definidas por D. Maurílio de Gouveia em relação às celebrações dos sacramentos, com destaque para os baptismos e casamentos. A excessiva comercialização das cerimónias está no centro das preocupações apresentadas. O texto de aprovação do novo documento refere, de facto, que “o que motivou tal reflexão foi sobretudo o ter-se verificado que o fenómeno da descristianização e laicização da sociedade actual tem conduzido a situações ambíguas e prejudiciais à fé, no que se refere às celebrações sacramentais”. As novas orientações pretendem celebrações mais simples e dignas, evitando “o aparato”, com o arcebispo de Évora a afirmar claramente que “a celebração do casamento não exige tantas coisas” e, sobretudo, não implica os gastos económicos que as estatísticas habitualmente referem. O principal, que é a preparação dos noivos, a reflexão sobre o sacramento, a motivação pessoal e a própria celebração litúrgica, fica para segundo plano, lamenta o prelado. O moderador do conselho permanente dos presbíteros, Pe. José Palos, revela à Agência ECCLESIA que os párocos iniciaram esta reflexão há mais de um ano por sentirem que “os aspectos sociais e comerciais estavam a escurecer as celebrações”, afectando em muitos casos a escolha do tempo e do lugar para as mesmas. As orientações agora aprovadas, dizem respeito a cinco sectores relacionados com as celebrações: o lugar onde eles podem e devem acontecer, os tempos da celebração, a ornamentação, as reportagens fotográficas e a música. Na linha do que vem sendo decidido noutras dioceses do país, desaconselham-se as capelas privadas e esclarece-se que são expressamente proibidas as celebrações do Baptismo e do Matrimónio fora de qualquer lugar de culto decididamente licenciado, o que significa que não serão mais possíveis as celebrações em casas particulares, em tendas ou em espaços exteriores. Particularmente crítico em relação às celebrações em complexos hoteleiros e turísticos, o Pe. José Palos explica que o objectivo é “dar o lugar central à comunidade cristã, na paróquia, dando o lugar principal ao gesto que se está a fazer”.
