Predominância da celebração dos fiéis defuntos vai fazer-se sentir, mesmo que o dia 2 de Novembro coincida com um Domingo Longe de ser uma festa triste a celebração dupla de Todos os Santos e dos fiéis defuntos é marcada por um tom alegre a ser entendido à luz do acontecimento da Páscoa. A tradição Ortodoxa, aliás, celebra Todos os Santos uma semana depois do Pentecostes, para significar que todos somos chamados à ressurreição. A tradição popular não faz, porém, alarde desta alegria. Se a ocasião propicia o reencontro da família, muitas vezes, a verdade é que a comemoração dos fiéis defuntos começa imediatamente na tarde do dia 1 de Novembro, com a ida ao cemitério. E este ano não é de prever que a situação mude por o dia 2 ser num Domingo, livre de obrigações profissionais. O Bispo de Braga confessou à imprensa que seria importante a distinção das suas solenidades para melhor se compreender o significado de cada uma. Ao mesmo tempo, porém, reconheceu que essa ideia está a ter grande resistência por parte das comunidades A confusão entre as duas festas está no espírito de muitos crentes, apesar de há mil anos os cristãos terem percebido que era importante separá-las. A verdade é que a festa de Todos os Santos já não é de todo popular e precisará, provavelmente, se ser reinventada, dado que as tradições a ela ligadas já não têm a força de antigamente. Resta assim esperar que os fiéis sejam capazes de contrapor um “Holy Wins” (a Santidade ganha – ideia nascida em França) ao “Halloween” cada vez mais popular, lembrando aquilo que Deus quer para cada um.
