D. Jorge Ortiga recordou ontem o estado de saúde de João Paulo II e pediu que os fiéis rezassem “sem alarmismos”. “Que seja apenas o pretexto para continuarmos a viver a nossa fé, tal como o Santo Padre o tem feito, testemunhando de forma permanente essa luz que é Jesus Cristo”, disse o Arcebispo de Braga numa cerimónia na Sé Catedral, por ocasião da Festa Litúrgica da Apresentação do Senhor. O prelado também afirmou que, “num tempo sem referências, onde não se quer acreditar em determinados valores, a Igreja tem que ser luz, apontar caminhos certos e seguros. Por isso, é necessário que o nosso amor pela Igreja seja mais concreto e leal”. Para que a Igreja consiga ser “transparência do divino” e se evite “a incoerência que possa eventualmente surgir no seu seio”, D. Jorge Ortiga pediu que os cristãos começassem a proclamar de forma descomplexada e sem vergonha os valores nos quais esta acredita. Na homilia que proferiu, ontem, o Arcebispo de Braga recordou que “para Ana e Simeão não se tratou apenas do cumprimento de um preceito. Reconheceram, a partir da profecia, que Jesus Cristo era luz do mundo”. “Nestes momentos conturbados, onde impera a perplexidade e a confusão, é necessário que a luz de Cristo indique o rumo e o sentido de todas as coisas. É urgente e imperioso que as nossas actividades encontrem um sentido”, afirmou o responsável, que acrescentou que “a luz se concretiza através da vivência dos valores evangélicos que cada um é capaz de concretizar”. Diário do Minho/AE
