300 milhões para as vítimas do maremoto

As Cáritas de todo o mundo angariaram cerca de 300 milhões de Dólares A campanha da Cáritas Portuguesa a favor das vítimas do maremoto na Ásia rendeu 3.597.000 Euros. Uma verba que levou o presidente da instituição, Eugénio da Fonseca, a afirmar que a generosidade dos portugueses “ultrapassou as expectativas”. A Cáritas Portuguesa, integra uma rede de Cáritas – a Europa e a Internationalis -, irá aplicar os donativos em projectos comuns destas instituições Até ao momento, apenas quatro países (Indonésia, Sri Lanka, Índia e Tailândia ) afectados pelo maremoto, apresentaram “os programas quadro de apoio às vítimas” – disse à Agência ECCLESIA Mota da Silva, Coordenador do Departamento de Cooperação Internacional da Cáritas Portuguesa. As ajudas serão canalizadas nas actividades de emergência, reabilitação e apoio ao desenvolvimento das regiões. O trabalho em rede “é fundamental” para o estudo dos apoios a conceder face “às necessidades que a própria Igreja local identificou” – sublinhou. Actualmente, as Igrejas locais pedem verbas “para acções mais imediatas”: kits de emergência para as famílias; habitações provisórias e apoio psicológico às populações. Ao nível dos recursos humanos – refere Mota da Silva – as Cáritas locais pedem às “Cáritas mais desenvolvidas quadros técnicos”. Estes elementos irão identificar “melhor” as necessidades, conceber projectos, “gerir bem e desenvolver mecanismos de transparência”. Para além destes apoio serão contratadas “pessoas locais para desenvolver os respectivos projectos”. Como coordenador do Departamento de Cooperação Internacional, Mota da Silva referiu que a generosidade não foi só em Portugal. “Este movimento solidário deu-se em todos os países”. Esta motivação merece uma reflexão porque “temos tantos «tsunamis» no mundo” e as pessoas não respondem do mesmo modo. E exemplifica: “a SIDA em África”. Em relação a outras Cáritas do mundo, Mota da Silva acentua que na Alemanha foram recolhidos cerca de 60 milhões de Euros, nos EUA cerca de 40 milhões de Euros e em França cerca de 20 milhões de Euros. Ao todo os «solidários» juntaram cerca de 300 milhões de Dólares.

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