Questão do celibato deve preocupar os responsáveis João Paulo II exigiu aos responsáveis pelos seminários que sejam mais cuidadosos na admissão de candidatos aos sacerdotes, acentuando a “idoneidade” para a vida em celibato. “No momento da admissão dos jovens ao seminário, seja verificada atentamente a sua idoneidade para viver o celibato, bem como para atingir uma certeza moral a respeito da sua maturidade afectiva e sexual antes da ordenação”, refere numa mensagem enviada ao presidente da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski, e aos participantes na assembleia plenária desse Dicastério. O Papa lembra ainda que, num contexto de mutações sociais e culturais aceleradas, poderá ser útil que os educadores recorram a “especialistas competentes para ajudar os seminaristas a compreender mais profundamente as exigências do sacerdócio”. Segundo o Anuário Católico 2005, apresentado ontem, existem na Igreja 405.450 padres, dos quais 268.041 são membros do clero diocesano e 137.409 pertencem a institutos religiosos (mais 392 do que o ano anterior). O número de seminaristas inscritos nos seminários de filosofia e teologia manteve-se estável: 112.643 em 2002, 112.373 em 2003. A mensagem do Papa falou ainda das faculdades eclesiásticas e das universidades católicas, assinalando que “estas instituições são chamadas a uma contínua renovação diante da rapidez do actual desenvolvimento científico e tecnológico”. João Paulo II exprimiu o desejo de que o ensino da religião “seja reconhecido em todos os lugares e tenha um papel adequado no projecto educativo das instituições escolares”.
