Enviado papal a Auschwitz lembra posições contra o anti-semitismo

O enviado de João Paulo II a Auschwitz, Cardeal Jean-Marie Lustiger, lembrou as posições do Papa contra o anti-semitismo, de forma especial “por parte dos cristãos”. O arcebispo de Paris foi uma escolha simbólica para as comemorações do 60º aniversário da liberetação do campo de concentração nazi, “a fábrica da morte”: o Cardeal Lustiger tem raízes judaicas e a sua mãe morreu em Auschwitz. Citando as palavras do Papa na sua histórica viagem a Israel, em 2000, o Cardeal parisiense quis deixar claro que o chefe da Igreja Católica “assegura ao povo Judeu que a Igreja está profundamente entristecida pelo ódio, os actos de perseguições e as manifestações de anti-semitismo expressas contra os Judeus em todos os tempos e em qualquer lugar”. “O Papa pede-nos que permanecemos conscientes das nossas responsabilidades, para o passado e para o futuro, e que a elas permaneçamos fiéis com uma resolução inquebrável”, explicou D. Jean-Marie Lustiger. A mensagem que João Paulo II escreveu para a cerimónia de 27 de Janeiro condenava “qualquer ideologia racista ou terrorista”, frisando que “não é permitido a ninguém passar com indiferença diante da tragédia da Shoah”. Classificando o Holocausto como “um crime que marca para sempre a história da humanidade”, João Paulo II vincou que esta tragédia deve soar como “um aviso” para todas as gerações, presentes e futuras. “A tentativa de destruição sistemática de todo o povo Judeu permanece como uma sombra sobre a Europa e o mundo inteiro”, referiu o Papa polaco, que também perdeu amigos e conhecidos às mãos do regime nazi.

Partilhar:
Scroll to Top