A Conferência Episcopal do Quénia, através da comissão Justiça e Paz, alertou para a situação de crise social e para a onda de violência que atravessa o país. Segundo os bispos, “a proliferação de armas prejudicou a economia do Quénia, particularmente através da perda da confiança dos investidores, por causa da insegurança”. A onda de violência no Quénia provocou pelo menos 50 mortos nos últimos meses, entre eles o Dominicano Pe. Richard Heath, assassinado durante um assalto à casa religiosa de Kisumu. Para a Igreja no país, é essencial uma reforma das forças policiais. “Diz-se que a polícia perde a guerra contra o crime por causa dos baixos salários e das miseráveis condições de vida”, recordam os bispos. Existem no país 34 mil polícias, numa população de 30 milhões de habitantes – um polícia para pouco menos de mil pessoas. As Nações Unidas recomendam a proporção de um agente para cada 400 habitantes. “Os criminosos aproveitam-se dessa carência e conseguem estar sempre um passo à frente da polícia”, lamentam os prelados. Os bispos do Quénia afirmam, no entanto, que a principal causa da criminalidade é a miséria, que atinge a maior parte dos seus concidadãos. Neste momento, 74% da população rural e 29% de população urbana vive abaixo do limiar de pobreza.
