Os bispos centro-africanos pediram uma aposta forte na valorização da família, de modo especial entre as camadas mais jovens. Na mensagem conclusiva da 7ª Assembleia da Associação das Conferências Episcopais da Região da África Central (ACERAC), considera-se que entre os problemas que contribuem directamente, para o mal-estar social dos jovens, ganha destaque “a desagregação das famílias e das estruturas sociais que garantem a educação”. Os jovens, consideram os episcopados da ACERAC “vivem na violência e são frequentemente explorados pelos adultos, sentindo-se divididos entre a tradição africana e a modernidade”. A busca de novos modelos de referência, propostos pelos meios de comunicação, “pode levar os jovens a esquecer os valores familiares e tradicionais”, alertam. Nesse sentido, o comunicado lança um apelo para que os mais jovens testemunhem a sua fé, participem no “desenvolvimento duradouro” dos seus países, vivam a solidariedade e “sejam responsáveis pela própria sexualidade”. No final do evento, que decorreu em Ndjamena, no Chade, de 16 a 25 de Janeiro, os prelados lamentaram que nos seus países a origem étnica ou regional “se torne pretexto para voltar-se para si mesmos, excluindo os outros, o que leva ao tribalismo, ao regionalismo e ao favoritismo”.
