Igreja Católica marca presença no Fórum Social Mundial

A cidade brasileira de Porto Alegre recebe desde hoje mais de 100 activistas de todo o mundo para o Fórum Social Mundial (FSM), entre os quais marcam presença muitas entidades católicas. D. Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, considera que este evento “é um fenómeno cultural da maior importância, um lugar onde se pensa algo de novo e se apontam novas soluções para os problemas da humanidade”. “Ao Fórum, a Igreja levará os seus valores, que propõem princípios de subsidiariedade para as grandes questões e os desafios do nosso tempo”, explica o prelado à agência missionária Misna. A presença da Igreja local é, aliás, indesmentível: 80% das actividades sociais de hoje são organizadas pela arquidiocese de Porto Alegre. A luta contra a pobreza, a ajuda ao desenvolvimento e a anulação da dívida dos mais pobres vão concentrar as atenções nos cerca de 2000 encontros temáticos dedicados a 11 temas, durante seis dias de reuniões. As eleições no Iraque (as últimas edições foram dominadas pela guerra no Iraque), que decorrem no domingo, “serão um tema importante, mas não dominante”, referiu Chico Whitaker, membro da Comissão Justiça e Paz da Igreja Brasileira e um dos fundadores do FSM. O Fórum Social Mundial iniciou-se no mesmo dia do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, onde chefes de Estado e grandes investidores discutirão as grandes questões da economia e política mundiais. Em Porto Alegre, três objectos emblemáticos marcaram o arranque dos trabalhos: um livro – sinal das culturas que se encontram -, uma “bandeira das bandeiras” – para os milhares de movimentos e organizações -, e um monte de pedras – símbolo da construção de um mundo sem injustiças. Ao longo da iniciativa, a Cáritas Europa irá oferecer seminários sobre três temas principais: a Reconciliação, a luta contra a pobreza e o tráfico de seres humanos. Em relação a este último ponto, a Cáritas espera que cada participante leve, “na sua mente e no seu coração”, as mais de 50 mil mulheres e crianças que são traficados, cada ano, em todo o mundo. Amanhã, a rede COATNET (Organizações Cristãs contra o tráfico de mulheres) vai organizar, juntamente com organizações da região asiática da Confederação Internacional da Cáritas, um encontro temático sobre os aspectos e as preocupações relativas ao tráfico humano na Ásia.

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