Os responsáveis pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (CPPUC) traçam um balanço positivo do caminho ecuménico ao longo dos últimos anos, num momento em que as Igrejas celebram a Semana de Oração pela Undiade dos Cristãos (18-25 de Janeiro). O presidente do e o secretário do CPPUC, Cardeal Walter Kasper e D. Brian Farrell, assinalaram, em artigos escritos para “L’Osservator Romano” que na maior parte das paróquias de todo o mundo “o diálogo e a cooperação ecuménica são uma realidade, apesar de não ter desaparecido ainda a desconfiança entre os cristãos”., Para o Cardeal Kasper, é possível afirmar que a Igreja Católica está numa “etapa intermédia”, na qual muitos católicos têm consciência do compromisso ecuménico da Igreja para a unidade dos cristãos, embora se manifestem impacientes com o progresso feito. “Na maioria dos países, a coexistência e a cooperação ecuménica pertenem ao dia-a-dia das paróquias e dioceses”, escreve. Ainda no mesmo jornal do Vaticano, o subsecretário do CPPUC, D. Eleuterio F. Fortino, considera prioritário relançar o diálogo teológico entre católicos e ortodoxos. O prelado destaca que tanto o Papa João Paulo II como o Patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, estão a trabalhar nesse sentido e que o último ano foi de uma “mudança intensa”, graças às duas visitas a Roma de Bartolomeu I (em 29 de Junho e em 27 de Novembro, quando recebeu do Papa as relíquias dos santos João Crisóstomo e Gregório Nazianzeno). “Estes contactos serviram para acalmar as tensões que tinham surgido com o Patriarcado ortodoxo de Moscovo e com o de Constantinopla, depois de a Igreja greco-católica da Ucrânia ter pedido à Santa Sé paraser reconhecida como um novo Patriarcado”, assinalou D. Fortino. O trabalho da Comissão Mista de que fazem parte representantes da Igreja Católica e de diferentes Igrejas ortodoxas está parado desde a reunião celebrada no ano 2000 em Baltimore, EUA. A questão do “uniatismo” – os cristãos de rito oriental que mantêm sua espiritualidade e liturgia, reconhecendo o primado do Papa – é particularmente difícil, em especial nas relações com o Patriarcado de Moscovo.
