Santa Sé defende castidade na luta contra a Sida

Conferência Episcopal Espanhola nega mudança de posição na matéria O Cardeal Javier Lozano Barragán, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, reiterou ontem a oposição da Igreja ao uso do preservativo para lutar contra a Sida, sustentando que “a melhor prevenção contra a doença é a castidade”. D. Lozano Barragán evitou comentar as declarações do secretário-geral da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Pe. Juan António Martinez Camino, mas disse esperar que este responsável “não saia da linha da Igreja”. O Cardeal condenou o uso do preservativo “como passaporte para uma vida desenfreada de sexo”. Em entrevista concedida ao jornal italiano “La Reppublica”, o Cardeal mexicano considera que “a utilização do preservativo para evitar a propagação da Sida não é aceitável, porque o objectivo é a luta contra a fornicação”, lembrando o preceito estabelecido no sexto mandamento. “A Igreja não muda nem mudará os seus princípios: a doutrina do Papa visa combater a Sida e defender a vida através de dois princípios – castidade e fidelidade”, acrescentou. A CEE esclareceu ontem a sua posição, após as interpretações surgidas em volta das declarações do seu secretário-geral, afirmando que o uso do preservativo é “contrário à moral”. “Não é possível aconselhar o uso do preservativo, contrário à moral do indivíduo”, afirmou ontem, em comunicado, a CEE. Para os Bispos espanhóis, “a única conduta que se deve realmente aconselhar é o exercício responsável da sexualidade, de acordo com a norma moral”. “A Igreja colabora oficial e racionalmente na prevenção da Sida preconizando a educação das pessoas a um amor conjugal fiel e aberto à vida, com o objectivo de evitar assim relações perturbadas e promiscuidade, que dão lugar às denominadas ‘situações de risco”’, acrescenta o texto.

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