Sinais da natureza que inquietam e falam

D. António Marcelino reflecte sobre a tragédia na Ásia e o «coração» dos homens Depois da tragédia provocada pelo maremoto na Ásia, D. António Marcelino, bispo de Aveiro, no seu comentário semanal no «Correio do Vouga», refere que “não percebo como há gente a querer ser, orgulhosamente grande, no poder e na fama, ao confrontar-se com esta força indomável e inesperada da natureza, que a inteligência humana ainda não conseguiu dominar, nem controlar”. Ao ler estes sinais “podemos crescer no conhecimento da nossa grandeza e dos nossos limites, na atenção às leis da natureza que devem ser respeitadas e integradas pelo saber humano. Foi o homem que recebeu do Criador a missão de dominar a terra e tirar dela, até ao fim dos tempos, sem a profanar, tudo quanto é útil para o bem e para o serviço de todos” – sublinha O respeito pela natureza implica, também, “atenção às leis que regem a vida humana na sua integridade, do nascer ao morrer, e que não são criação de um homem sábio, mas desafio diário à verdadeira sabedoria e à sensatez de todos, dos investigadores aos políticos, sem excluir o homem da rua” – afirma a nota no jornal diocesano. A onda de solidariedade desencadeada no mundo diz que, “no coração de cada um, há um tesouro a fazer render todos os dias. É pena que seja necessária a calamidade para que muitos desçam ao fundo do seu coração” – finaliza o prelado de Aveiro.

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