A maior parte das paróquias da cidade de Braga deixou para o próximo domingo, dia 9 de Janeiro, o ofertório para as vítimas do terramoto e maremoto que assolaram o sudeste asiático; uma decisão que foi pensada de forma a que os bracarenses melhor se preparem para uma participação mais generosa. De facto, nas principais paróquias da cidade, os padres informaram os fiéis da decisão, tendo em conta que o aviso ainda não tinha sido feito em missas dominicais. Recorde-se que a tragédia aconteceu no passado dia 26 de Dezembro, domingo, mas ainda não se tinha a ideia da dimensão do cataclismo. Por exemplo, em São Victor houve instruções para que em todas as igrejas ligadas à paróquia se adiasse o peditório. E isto aconteceu tanto na igreja paroquial como na igreja da Senhora-a-Branca. Nas igrejas da freguesia de São Vicente, o sacristão confirmou ao Diário do Minho que tanto na igreja de São Vicente como na igreja do Carmo, os cristãos foram chamados a participar no ofertório do próximo domingo para ajudar os irmãos dos países atingidos pelas catástrofes naturais. Em São João do Souto foi colocada já ontem uma bandeja para que fossem depositados donativos para as vítimas; o mesmo aconteceu na igreja dos Congregados. Houve igrejas em que não se fez qualquer comentário sobre o assunto, pelo que não se sabe se o peditório com esse objectivo será feito no próximo domingo ou se não há intenção de fazer nada nesse sentido. O apelo foi feito pelo Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, que convidou as comunidades católicas a recordarem os mortos e a acompanharem os vivos com oração; e solicitou, por outro lado, que fossem feitos peditórios nas eucaristias dos dias 2 ou 9 de Janeiro, cujo resultado deverá ser entregue, com a máxima urgência, nos Serviços Centrais. «As imagens interpelam-nos para uma acção. Saibamos estar com quem sofre e não nos contentemos com reacções emotivas ou de curiosidade. O amor cristão é sensível e visível», referiu o prelado.
