Bispos do Sri Lanka pedem ajuda

Os Bispos católicos do Sri Lanka lançaram um apelo esta manhã, pedindo à comunidade internacional que “ajude o governo e o país a aliviar a miséria das vítimas”. O texto, publicado pela sala de imprensa da Santa Sé, assegura que a magnitude da calamidade “é demasiado pesada para que o país a suporte sozinho”. Entre apelos à calma e à generosidade, dirigidos à população local, a Conferência Episcopal cingalesa assegura que a Igreja católica irá organizar acções de apoio “em todas as regiões do país”. “Oferecemos a nossa solidariedade e as nossas orações a todos os que foram atingidos pela perda de entes queridos, como pais e crianças, e a todos os que estão feridos ou perderam as suas posses”, apontam os Bispos. Num país marcado por anos de conflito, a Igreja Católica pede que este seja um momento para “ajudar todos os que foram afectados, sem olhar para as diferenças étnicas ou religiosas”. “Somos todos irmãos e irmãs e, nesta tragédia, devemos mostrar o nosso amor fraterno por cada um”, refere o comunicado. Cerca de 30 mil pessoas terão morrido no Domingo e ao longo do Sri Lanka há 1,5 milhões de pessoas desalojadas. A Conferência Episcopal indiana também divulgou uma mensagem, na qual afirma que a Caritas Índia já adoptou medidas “para ajudar todas as áreas atingidas pela tragédia”. Em alguns Estados, todas as estruturas eclesiais e muitas igrejas estão a trabalhar para criar refúgios para os desabrigados, e já teve início a distribuição de medicamentos, alimentos e cobertores à população. Os Bispos da Índia convidam todos a “permanecer unidos no espírito, para estar próximos daqueles que sofrem com a tragédia” e fazem questão de ressaltar que as ajudas da Igreja Católica “são destinadas a todos, independentemente do grupo étnico ou religião”. O Bispo tailandês de Surat Thani, no extremo sul do país, D. Joseph Prathan Sridarunsil, visitou, ontem, as regiões costeiras mais atingidas pelo tsunami. “Fala-se muito das zonas turísticas, mas hoje vi vilas inteiras de pescadores pobres completamente destruídas”, disse à Rádio Vaticano.

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