João Paulo II lançou esta manhã um apelo à solidariedade e generosidade da comunidade internacional para as vítimas do maremoto que provocou pelo menos 61 mil mortos e dezenas de milhar de desaparecidos em dez países do sul e sudeste da Ásia, e em África. “No clima natalício destes dias, convido todos os fiéis e os homens de boa vontade a contribuir generosamente para a obra de solidariedade em favor de população já duramente provadas e expostas ao risco de epidemias”, disse no final da audiência geral desta semana. O Papa assegurou a sua proximidade e a sua oração por todos os que foram atingidos por esta catástrofe, “de modo especial a todos quantos ficaram feridos e sem abrigo”. Ontem, João Paulo II decidiu enviar, através do Conselho Pontifício Cor Unum, ajuda imediata às populações atingidas pelo maremoto no sudeste asiático, dando seguimento ao apelo que lançara no passado dia 26. Através das representações pontifícias na região foram já distribuídas “ajudas de emergência”. Aos peregrinos reunidos na aula Paulo VI, o Papa referiu de modo especial a Índia, a Indonésia, Sri Lanka e a Indonésia. “As notícias que continuam a chegar da Ásia mostram cada vez mais a vastidão da cruel catástrofe”, vincou. No seu apelo, João Paulo II saúda o facto de a comunidade internacional “se terem mobilizado rapidamente para os socorros”, lembrando que o mesmo está a ser feito por “numerosas instituições caritativas da Igreja”. Até ao momento, 3 milhões de Euros foram doados pela Conferência Episcopal Italiana, a confederação internacional da Cáritas já recolheu 2 milhões de dólares e algumas Cáritas nacionais enviaram técnicos para o terreno. O Serviço Jesuíta aos Refugiados também se encontra a apoiar a acção das Igrejas locais. A Cáritas Portuguesa abriu na Caixa Geral de Depósitos a conta “Caritas ajuda as vítimas do Sudeste Asiático” com o NIB 003506970063091793082.
