João Paulo II condenou na passada sexta-feira o assassinato de um padre católico numa localidade deserta do nordeste da Colômbia pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Numa mensagem de condolências enviada aos familiares e amigos do Pe. Abel Francisco Montoya, o Papa manifestou-se “profundamente entristecido” com o acto criminoso, vincando que este tipo de violência é “injustificável”. O presidente da Conferência Episcopal Colombiana, Cardeal Pedro Rubiano, lamentou que os membros da Igreja “sejam o alvo dos grupos guerrilheiros”. Durante os últimos 20 anos um arcebispo, um bispo e pelo menos 50 sacerdotes e três religiosas foram assassinados. Além destes, quatro bispos, 14 sacerdotes e um missionário foram sequestrados no mesmo período. A presença da Igreja na mediação do diálogo entre o governo e os paramilitares nunca foi interrompida, apesar destes números. A guerra civil já fez mais de 200 mil mortos na Colômbia, desde 1964, com uma média de 3 mil raptos por ano e cerca de 3 milhões de deslocados por causa da violência.
