Um milhão de pessoas pode ficar sem alimentos 2005 deverá ser um ano dramático para mais de um milhão de refugiados, que correm o risco de ficar sem alimentos devido ao possível corte na ajuda do Programa Alimentar Mundial (PAM), que enfrenta alguns problemas financeiros. O alarme foi lançado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). “Esses refugiados irão somar-se aos milhares de pessoas que no mundo lutam para sobreviver, contando com quantidades muito reduzidas de alimento à sua disposição”, afirma o comunicado. A sua situação parece destinada a piorar se o PAM, agência parceira do ACNUR, não receber prontamente os fundos dos quais necessita para desempenhar a sua actividade. Segundo o ACNUR, “esta situação já está a produzir efeitos dramáticos como o aumento da prostituição e do abandono escolar por parte de jovens estudantes, para ajudar as suas famílias na procura de alimentos”. Ron Redmond, porta-voz desta agência da ONU, recordou que centenas de milhar de refugiados no mundo têm de lutar, dia após dia, pela sobrevivência, situação que pode piorar se o PAM for forçado a reduzir as rações alimentares que distribui. “A solução imediata passa pela resposta dos países doadores aos recentes pedidos de fundos do PAM”, indicou Redmond.
