Se outrora era uma terra de emigração, hoje a Ilha da Madeira “pode-se dizer, com toda a certeza, que também é uma terra de imigrantes”. Para testemunhar este facto realizou-se, dia 7 de Junho, “a terceira edição da Festa das Nações, que contou com gente de várias etnias” – realçou à Agência ECCLESIA o Pe. Anastácio Alves, pároco de Nossa Senhora da Nazaré, Funchal, local de encontro desta miscelânea de culturas. Ciganos, imigrantes africanos, de leste e “gente das várias paróquias do Funchal conviveram num ambiente de confraternização”. A acção do fenómeno do Pentecostes, onde todos, apesar de falarem idiomas diversos, se entenderam, “cada um na sua língua, voltou a acontecer nesta noite de celebração ecuménica” – disse. Esta festa foi “uma expressão de ecumenismo” em “rito católico para a qual foram convidados representantes de outras confissões religiosas”. D. Teodoro de Faria, Bispo do Funchal, presidiu à celebração e deixou vários apelos aos presentes: unidade, acolhimento e respeito pelos outros”. Uma festa “com poucas palavras” onde se deu mais espaço à “palavra a Deus e ao canto” mas que “irá continuar nos anos seguintes” – referiu o Pe. Anastácio Alves. Neste espaço ecuménico, o pároco de Nossa Senhora da Nazaré sublinha que uma das leituras foi feita “por um rapaz ucraniano, que é nosso aluno há dois anos”. A imigração é uma realidade o que leva o Pe. Anastácio Alves a realçar “que temos cerca de 4000 imigrantes de leste e algumas centenas de africanos”. Para além da celebração, os momentos lúdicos também estiveram presentes com actuações do Grupo de Folclore da Ponta do Sol, com as tradicionais danças do folclore madeirense, e do Grupo de Danças Venezuelanas do Centro das Comunidades madeirenses que animaram os convivas com o folclore daquela “que foi a segunda Pátria de muitos filhos da nossa terra, hoje também regressados ao berço natal” – concluiu.
