A Santa Sé defendeu junto da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que o combate ao terrorismo apenas poderá ser levado a cabo através de uma “acção concertada e multilateral” que respeite o direito dos povos. O arcebispo Giovanni Lajolo defendeu no 12º Conselho ministerial da OSCE que as causas do fenómeno são “variadas e complexas”. “Uma acção a longo prazo é cada vez mais necessária e urgente, utilizando a paciência para lidar com as raízes do terrorismo, prevenir a sua difusão e extinguir a sua força destruidora e contagiosa”, disse o Secretário do Vaticano para as relações com os Estados. O encontro da OSCE decorreu em Sofia, na Bulgária, de 6a 7 de Dezembro, juntando os ministros dos negócios estrangeiros dos 55 Estados-membros da Organização. Lembrando que os cristãos são a maioria religiosa no território coberto pela OSCE, o chefe da diplomacia do Vaticano condenou duramente “a discriminação e a intolerância” em relação aos mesmos. “A Santa Sé considera-se obrigada a chamar a atenção para a necessidade de nos confrontarmos com este problema, de modo a garantir que a OSCE enfrente a discriminação e a intolerância de forma objectiva e pacífica”, afirmou. O arcebispo Lajolo pediu ainda o mesmo grau de compromisso na luta contra a discriminação dos cristãos ao que é colocado nas medidas contra o anti-semitismo e a discriminação dos muçulmanos.
