O Cardeal Lubomyr Husar, arcebispo maior de Lviv dos Ucranianos, foi hoje recebido por João Paulo II no Vaticano para debaterem a crise política que afecta actualmente o país da Europa de Leste. Para o líder da Igreja greco-católica na Ucrânia, a realização de uma nova segunda ronda das eleições presidenciais é o ideal, porque evitam “o desastre e a confusão total” de começar tudo de novo. A mesa-redonda entre os rivais das presidenciais ucranianas, na presença de mediadores estrangeiros, terminou hoje, após seis horas de discussões, sem acordo quanto às principais divergências que separam as duas partes. O Supremo Tribunal anulara sexta-feira passada a segunda volta das presidenciais de 21 de Novembro, devido às fraudes constatadas, e invalidara a vitória anunciada de Ianukovitch além de ordenar uma segunda volta das eleições para 26 de Dezembro. O cardeal Lubomyr Husar considera “crucial “o papel das Igrejas no contexto da crise que a Ucrânia atravessa, porque asseguraram “que as manifestações nas cidades do país transcorressem de forma pacífica”. Segundo este responsável, a crise actual do seu país “é fruto de duas perspectivas do mundo entram em choque”. A maioria da população da Ucrânia, ex-república soviética de mais de 47 milhões de habitantes, é ortodoxa. 13% são católicos, em boa parte de rito oriental.
