Marcou o início da 3ª viagem apostólica de João Paulo II, à Croácia. O Papa beatificou a primeira mulher croata, evocando o protagonismo que deve ser dado à mulher, na família, na sociedade e na Igreja, através da vida heróica de uma croata: a Irmã Maria Petkovic. Foi ela quem fundou a Congregação Franciscana Filhas da Misericórdia. A sua vida foi doada ao cuidado de crianças órfãs, abandonadas ou doentes. Hoje, 450 religiosas cumprem o carisma que deixou à Igreja e que, depois da Europa, chega já à América Latina. Preocupação da Fundadora, agora beatificada, era também a unidade com as Igrejas cristãs, nomeadamente a Ortodoxa, logo no início do séc. XX. E o Papa não o esqueceu. Às mulheres dos dias de hoje lembrou que podem ser, como religiosas ou mães, “geradoras da paz”. Mas a beatificação de Maria Petkovic foi o pretexto para outra afirmação do Papa: é necessário deixar espaço ao “génio” da mulher na sociedade e na comunidade eclesial. João Paulo II referia-se a todas as mulheres da Croácia, “nas que são esposas e mães felizes, assim como nas que estão marcadas para sempre pela dor da perda de um familiar na guerra cruel dos anos noventa ou por outras amargas desilusões”. “O desenvolvimento frenético da vida moderna pode levar ao esquecimento ou mesmo perda do que é humano”. Por isso, João Paulo II afirmava às cerca de 50 mil pessoas que participavam na celebração de beatificação, que, “talvez mais que em outras épocas da história, o nosso tempo tem necessidade desse ‘génio’ da mulher que assegure em toda circunstância a sensibilidade pelo ser humano”. “Mulheres croatas, conscientes de vossa digníssima vocação de “esposas” e de “mães”, continuem a olhar para todas as pessoas com os olhos do coração, saiam ao encontro e fiquem próximas delas com a sensibilidade própria do instinto materno!”, pedia o Papa João Paulo II. “Vossa presença é indispensável na família, na sociedade, na comunidade eclesial”, assegurou.
