Livro Religioso sofre com a diminuição do poder de compra

Ao fazer uma comparação com as Feiras do Livro anteriores, a Irmã Eliete Duarte, responsável da Editora das Paulinas, realça que as vendas deste ano “são ligeiramente mais baixas que o ano passado”. A conjuntura “que o nosso país está a viver” e a “diminuição do poder de compra dos portugueses” – foram as razões apontadas pela irmã Eliete Duarte à Agência ECCLESIA para esta diminuição das vendas. Apesar desta situação, a responsável da editora das Paulinas nota que “há um interesse acrescido das pessoas”. E acrescenta: “aproximam-se do stand mas retraem-se na compra”. Não fala na crise do Livro Religioso porque “a temática do transcendente ainda fascina as pessoas”. Com presença nas Feiras do Livro em Lisboa e no Porto, esta responsável sublinha que os livros com mais saída “são os manuais mais estritamente religiosos”. Para além destes, refere também que os livros do campo da Psicologia e para as crianças, “devido ao aproximar da Primeira Comunhão” estão com boa saída. Enquanto outrora as pessoas tinham “receio de procurar o livro religioso”, hoje “não noto isso”. E dá um exemplo: “uma senhora abordou-nos e disse que vinha comprar um livro que o padre tinha aconselhado depois de se confessar”. Ao nível do perfil, a Irmã Eliete Duarte disse que o público comprador “é heterogéneo”. Desde jovens a pessoas de todas as camadas sociais.

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