Vaticano condena assassinato de Margaret Hassan no Iraque

O jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano” condena hoje o assassinato da refém britânica Margaret Hassan no Iraque, facto ainda não confirmado oficialmente. “Refém iraquiana assassinada de maneira bárbara”, noticia o jornal, considerando este episódio como um sinal de que “o horror não acaba no Iraque”. Margaret Hassan, cidadã britânica, casada com um iraquiano, era directora da instituição “CARE International” no Iraque, onde residia há mais de 30 anos. Foi sequestrada a 19 de Outubro, quando se preparava para ir trabalhar para o escritório da organização humanitária em Bagdad. “Mais uma vez, desenrolou-se um ritual macabro que, com um desprezo niilista, massacra a pessoa humana”, refere o diário, na sua edição em italiano que vai amanhã para as bancas. A Igreja Católica na Grã-Bretanha já manifestou sua repulsa e condenação pelo presumível assassínio da responsável humanitária britânica. O Cardeal Murphy-O’Connor, arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales manifestou “tristeza e horror” pelo acontecido, definindo Hassan como “uma mártir da bondade”. Após manifestar a sua solidariedade para com a família da vítima, o Cardeal considerou este assassinato como “uma violação do valor islâmico da piedade”. O Cardeal O’Connor pediu aos raptores que o corpo da vítima seja restituído à sua família.

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