Conselho Geral da Cáritas Portuguesa

Documento final Nos dias 13 e 14 de Novembro, realizou-se, na Casa de Vilar, na cidade do Porto, o Conselho Geral da Cáritas Portuguesa. Contando com a presença do Senhor Dom José Augusto Pedreira, Bispo de Viana do Castelo e Vogal da Comissão Episcopal da Acção Social e Caritativa que, no início dos trabalhos do Conselho Geral, se dirigiu aos presentes, exortando-os a “conjugar esforços, reunir sinergias e a abrir novos caminhos para se ir ao encontro dos que mais necessitam de ajuda”. O tema central do Conselho Geral “A Acção das Caritas Diocesanas”, foi introduzido pelo Prof. Marinho Antunes, que apresentou e comentou os resultados do estudo que efectuou sobre “A Organização e Acção das Caritas Diocesanas em Portugal”. Tendo como objectivo, três grandes vectores: a caracterização do estado actual e da acção desenvolvida pelas Cáritas Diocesanas, a recolha da avaliação e das perspectivas que os dirigentes têm sobre estas matérias e a elaboração de um diagnóstico sobre a evolução das Cáritas Diocesanas, à luz das perspectivas sociológica e sócio-pastoral, este estudo, centrou-se nalguns dos aspectos essenciais da actividade das Cáritas Diocesanas tais como, organização, colaboradores, acção social, animação pastoral, cooperação com outras entidades, receitas, despesas, instalações, uso de meios de comunicação social e avaliação do presente e projecto para o futuro. Grande diversidade de formas de organização e funcionamento; pluralidade de concepção sobre a própria identidade; necessidade de repensar, continuadamente, a obtenção de meios próprios alternativos para a realização das suas acções; necessidade de se efectuar um diagnóstico profundo da sociedade, face às novas formas de exclusão e pobreza, são as principais conclusões do Estudo efectuado pelo Prof. Marinho Antunes. Face a estas conclusões, o estudo sugere que se deve conjugar a diversidade com a unidade para que se encontrem modelos comuns de actuação em todas as Dioceses. O estudo conclui, também, que a Igreja terá uma palavra a dizer sobre o modelo organizativo e formas de agir das Cáritas Diocesanas, para que, em função dessa decisão, se estabeleça uma estratégia e um plano de acção para o futuro. Na sequência dos trabalhos, o Prof. Eugénio da Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, solicitou aos presentes que, este estudo, efectuado a partir da vivência e do contacto personalizado, não seja esquecido, mas que sirva de ponto de partida para a grande reflexão que é necessário fazer, tendo em vista a elaboração do Plano Estratégico das Caritas Diocesanas. A apresentação e aprovação do Plano de Acção e Calendário de Actividades para o Ano de 2005, encerrou o primeiro dia de trabalhos do Conselho. Os trabalhos, do segundo dia do Conselho Geral, recomeçaram com a indigitação da Comissão Nacional que irá dinamizar a elaboração do Plano Estratégico da Cáritas em Portugal, seguindo-se-lhe uma reflexão sobre a melhor forma de revitalizar o Peditório Público, tendo sido decidido que se deverão encontrar outras metodologias motivadoras da partilha de bens nas comunidades cristãs. “Partilha o pão. Constrói a justiça”, foi o lema escolhido que servirá de inspiração para o Dia Nacional da Cáritas, do próximo ano, procurando-se, desta forma, associar a Cáritas à celebração do Ano Eucarístico. O Presidente da Cáritas Portuguesa encerrou a sessão, concluindo que, “depois deste Concelho Geral, o sentimento geral deverá ser de maior fraternidade e mais unidade na realização da tarefa comum que todos têm pela frente”. Os trabalhos do Conselho Geral foram encerrados, formalmente, pelo Bispo do Porto, Senhor Dom Armindo Lopes Coelho, que presidiu à celebração da Eucaristia, na Igreja da Trindade, tendo afirmado na sua Homilia que: “Quando a Igreja não realiza a sua dimensão social, fica com um défice na sua missão”. Dom Armindo Lopes Coelho referiu ainda que “A Cáritas é, porventura, a instituição social que tem o selo mais distintivo da Igreja, sendo necessário que não seja confundida com outras instituições, mas possa ser sempre aquela instituição que está mais próxima dos que a procuram”.

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