Igrejas da África e da Europa comprometidas em acção comum contra a pobreza

As Igrejas da África e da Europa estão comprometidas numa acção comum contra a pobreza que permita “mudar as regras económicas que criam, a cada dia, mais e mais pobres”. A posição foi assumida por D. John Onaiyekan, presidente do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM), para quem “as Igrejas africanas e europeias devem falar-se para ter mais força e influenciar mais a sociedade”. O arcebispo Onaiyekan falava na abertura do Simpósio “Comunhão e solidariedade entre África e Europa”, convocado pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e o SCEAM que junta em Roma, até ao próximo dia 13, cerca de 150 bispos de 30 países europeus e 32 nações africanas, juntamente com delegados de organizações de solidariedade, representantes de 7 Dicastérios da Santa Sé e de organismos eclesiais da Ásia e América. “Vivemos num mundo em que os políticos decidem segundo critérios não-evangélicos e queremos ver o que se poderá fazer para que o Evangelho influencie mais a história que vivemos”, disse o presidente do SCEAM. O arcebispo Amédée Grab, presidente do CCEE, revelou que seria um sonho para os dois continentes se a Europa “se propusesse a contribuir, de forma clara, na erradicação da tragédia da fome no mundo, a partir da África”. Lembrando que a Europa vive uma nova página da sua história, o prelado alertou para a necessidade que a nova UE alargada “não se construa como uma fortaleza, encerrada no seu bem-estar”. Este simpósio foi considerado como uma nova etapa na Comunhão entre as Igrejas presentes, tendo como novidade o acento colocado sobe a “reciprocidade” do dar e receber. Na Missa do primeiro dia de encontro, o Cardeal Crescenzio Sepe, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos da Santa Sé, pediu que a Igreja presente nos dois continentes promova “um processo de autêntica inculturação”.

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