Um Bispo, um prémio Nobel da Paz e outros líderes religiosos reuniram-se esta semana nas Nações Unidas para lançar um apelo à comunidade internacional: é preciso fazer mais para resolver a crise no Darfur. Na região ocidental do Sudão morreram cerca de 70.000 pessoas desde Março passado devido a condições de vida precárias, na sequência do conflito que as obrigou a abandonar as suas casas. O número de deslocados é actualmente de 1,65 milhões, dos quais 200.000 estão refugiados no vizinho Chade. O Bispo William F. Murphy, em representação da Conferência Episcopal dos EUA, o Nobel Elie Wiesel e uma delegação de líderes religiosos e activistas dos direitos humanos pediu a Kofi Annan que se comprometa pessoalmente a colocar a ONU na liderança de um processo que acabe com o sofrimento e a violência no Darfur. O conflito começou em Fevereiro de 2003 entre dois grupos rebeldes, que reivindicavam mais apoios do governo de Cartum e as forças governamentais, apoiadas pelas milícias árabes “Janjawid”, acusadas de cometerem atrocidades contra civis, de maioria cristã e animista.
