Vaticano pede que a Europa desburocratize a ajuda ao desenvolvimento

A Santa Sé pediu aos países europeus que estabeleçam sistemas mais eficazes para o financiamento de projectos de ajuda ao desenvolvimento, superando os impedimentos e fardos que a burocracia hoje impõe. O respeitado cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, manifestou essa posição ao intervir na conferência bancária organizada pela Câmara de Comércio italiana para o Reino Unido. O tema do encontro propunha a pergunta “Existe um modelo europeu para o crescimento global económico e social?”. O antigo representante da Santa Sé na ONU revelou que na Europa há neste momento 63.000 projectos de ajuda ao desenvolvimento, mas lamentou que estes se realizem “com critérios sumamente diferentes”. “Muitos projectos perseguem na mesma área objectivos análogos e compartilham duplicações; outros propõem objectivos desejáveis, mas em competição entre si, criando tensões”, apontou. O Cardeal Martino sblinhou que a cooperação com o desenvolvimento é afectada pela lentidão burocrática, impondo aos países beneficiários pesados fardos para poder enfrentar os pedidos de supervisão e avaliação por parte dos doadores. “Tudo isto demonstra a urgência do objectivo de um melhor funcionamento de todo omecanismo da cooperação”, constatou o Cardeal. “Alguns governos estão a mover-se significativamente nesta direcção, com o alento e o apoio pessoal de João Paulo II”, disse o presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz em referência directa à iniciativa do governo britânico denominada “International Finance Facility” e às propostas dos governos brasileiro e francês nesta área.

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