João Paulo II agradeceu o trabalho desempenhado pelos seus representantes pontifícios na África, pedindo-lhes que “procurem superar as tensões, incompreensões e a tentação do particularismo”. Os Núncios Apostólicos em África e Madagáscar estiveram reunidos no Vaticano com o cardeal secretário de Estado, Angelo Sodano, para analisar a situação política, social, económica e religiosa do continente e o compromisso da igreja. A reunião, que terminou no passado sábado, respondeu “à necessidade urgente, continuamente reiterada pelo Papa, de não abandonar o continente africano, para que, recorrendo aos seus múltiplos e abundantes recursos naturais e humanos, possa superar os graves males de que padece e ser protagonista do seu desenvolvimento integral”. Na audiência final concedida por João Paulo II foi recordado, com particular emoção, o Núncio Michael Aidan Courtney, assassinado no Burundi em finais de 2003. “Eu sei que desempenhais o vosso serviço no meio de situações difíceis, partilhando os sofrimentos e os dramas da Igreja e das populações a que fostes enviados. Por isso, manifesto-vos a minha gratidão pela vossa dedicação e sabedoria, com que cumpris a delicada missão que vos foi confiada”, disse o Papa aos presentes.
