João Paulo II está convencido de que a melhor maneira de comunicar a esperança que anima a comunidade católica está na participação na missa dominical. “A missa do Domingo, antes de ser o cumprimento de uma obrigação solene, é uma gloriosa manifestação da Igreja, na qual o Povo de Deus, ao compartilhar activa e plenamente a mesma celebração litúrgica, testemunha o supremo dia da fé, o dia indispensável, o dia da esperança cristã”, considera. O Papa deixou esta mensagem aos bispos da Nova Zelândia com os quais se encontrou esta segunda-feira ao concluir a visita ad Limina dos prelados ao Vaticano. “A debilitação da observância da missa dominical, da qual cada um de vós falou com grande preocupação, ofusca a luz do testemunho da presença de Cristo em vosso país”, reconheceu João Paulo II. O líder da Igreja Católica criticou os fiéis que subordinam o Domingo ao “conceito popular de fim de semana, dominado indevidamente pelo entretenimento e o desporto”. O Papa recordou que “da sagrada Liturgia, a Igreja tira a força e a inspiração para a sua missão de evangelizar”. No sue discurso, João Paulo II considerou ainda o problema do “secularismo desenfreado” dos dias de hoje, assegurando que, nesse contexto, o anúncio da mensagem libertadora de Cristo “é um dever que nenhum fiel pode ignorar”. “Esta radical separação entre o Evangelho e a cultura manifesta-se na crise de sentido: a distorção da razão pelos interesses particulares de grupos e o individualismo exasperado são exemplos desta perspectiva de vida que descuida a busca de uma meta e sentido últimos para a existência humana”, afirmou. Na Nova Zelândia, país de quase quatro milhões de habitantes, os católicos são 15% da população.
