O «11 de Setembro» exige uma cultura da solidariedade

João Paulo II defende o diálogo entre os fiéis das diferentes religiões João Paulo II considera que o novo cenário mundial surgido após os atentados terroristas contra as torres gémeas de Nova York necessita de uma nova “cultura da solidariedade”. “Como mostraram claramente os trágicos acontecimentos de 11 de Setembro de 2001, a construção de uma cultura global da solidariedade e do respeito da dignidade humana é uma das maiores tarefas morais que a humanidade deve enfrentar hoje” – afirmou ao receber, dia 2 de Setembro, os bispos das províncias eclesiásticas de Boston e Hartford. Ao receber os prelados na residência de Castel Gandolfo, João Paulo II referiu que o trabalho da Igreja nos Estados Unidos deve “fazer que a sua voz seja escutada no debate público em defesa dos direitos humanos fundamentais, da dignidade da pessoa e das exigências éticas de uma sociedade justa”. “Numa nação pluralista” – assegurou – requer-se “a cooperação prática com os homens e mulheres das diferentes crenças religiosas e com todas as pessoas de boa vontade, ao serviço do bem comum”. Por este motivo, pediu um esforço na promoção “do diálogo ecuménico e inter-religioso em cada um dos níveis da vida eclesial, não só com o objectivo de superar os mal-entendidos entre os fiéis, mas também alertar para o sentido de responsabilidade comum na construção de um futuro de paz”.

Partilhar:
Scroll to Top