E pede a libertação dos dois jornalistas franceses João Paulo II condenou os atentados terroristas que atingiram nas últimas 24 horas o Iraque, Israel e a Rússia. “Com grande dor e preocupação recebi as graves notícias dos atentados terroristas em Israel e na Rússia, onde várias pessoas morreram, vítimas indefesas e inocentes”, afirmou ontem, dia 1 de Setembro, ao final da audiência geral concedida no Vaticano. Enquanto o João Paulo II falava cerca de quatrocentas pessoas, entre elas duzentas crianças, acabavam de ser sequestradas numa escola por um grupo armado em Beslan, em Ossétia do Norte, perto da Tchetchénia. Na terça-feira, um atentado suicida provocou dez mortos numa estação de metro em Moscovo. Nesse mesmo dia, homens-bomba, do grupo Hamas, explodiram dois autocarros em Israel deixando dezasseis passageiros mortos (sem contar os terroristas) e cerca de oitenta feridos. Um dos mortos era uma criança de três anos. “Também no atormentado Iraque não se rompe a cadeia de cega violência que impede um rápido regresso à convivência civil” – constatou o pontífice no seu apelo que foi lido por um prelado da Secretaria de Estado da Santa Sé. “À enérgica condenação pela bárbara execução dos doze cidadãos nepaleses acompanha a profunda preocupação pelas sorte de dois jornalistas franceses que ainda estão nas mãos de seus sequestradores” – acrescentou o pontífice na sua mensagem aos peregrinos congregados na Sala Paulo VI. “Dirijo um apelo urgente a que cesse por toda a parte o recurso à violência e que os dois jornalistas franceses sejam tratados com humanidade e restituídos ilesos o quanto antes aos seus entes queridos” – afirmou.
