Pela terceira vez, nos últimos oito anos. Pela terceira vez, nos últimos oito anos, a Conferência Episcopal Mexicana (CEM) criticou duramente a proposta de lei sobre casinos e casas de aposta no México. No seu documento, os bispos insistem que regulamentar jogos e lotarias é uma coisa e aprovar os casinos. O México necessita, afirmam, de um verdadeiro desenvolvimento da pessoa e das suas dignidades. Neste contexto – acrescentam – “a indústria do jogo e a sua possível legalização fortalecerão ainda mais as tendências negativas do actual sistema económico”. Os bispos mexicanos vêem nesta iniciativa uma pressão de grupos de poder financeiro aos legisladores do país. A estes recordam que “a economia deve estruturar-se e reabilitar também a partir da ética, o mesmo que a política”. Além do mais, advertem sobre a possível desvalorização do trabalho remunerado, em favor do “azar” e das apostas entre os mexicanos. Na sua parte doutrinal, a carta da CEM aponta: “ainda que se devam respeitar os direitos de lazer e descanso, estes vão acompanhados dos deveres da economia, da recta administração e da austeridade em favor dos que menos têm e são excluídos. O dinheiro que gastamos leva consigo uma hipoteca social. Isto significa que deve estar ao serviço do desenvolvimento da sociedade, começando por assegurar que todos tenham suas necessidades básicas satisfeitas”.
