Código ético-profissional para a informação religiosa

O Conselho de Ética dos Meios de Comunicação no Chile acaba de publicar uma série de orientações relativas à informação religiosa, onde pede aos jornalistas para levar em linha de conta “a dimensão transcendente da informação religiosa, o ponto de vista do crente e a necessidade de objectividade”. Esta rersolução surgiu como resposta a um estudo que o secretário-geral da Conferência Episcopal do Chile- D. Manuel Camilo Vial – pediu sobre o “tratamento jornalístico dos factos religiosos”, uma área especialmente complexa. Criado pela Federação de Meios de Comunicação Social do Chile, o Conselho de Ética dos Meios de Comunicação é um órgão de auto-regulação em matéria de ética informativa. “As grandes religiões, as suas instituições e símbolos expressam a dignidade e a transcendência da pessoa humana, e a dimensão religiosa no homem, presente em todas as culturas, é parte inseparável da sua dignidade”, observa o documento, reproduzido integramente pelo episcopado chileno (www.episcopado.cl). Daí que, especificamente, “a relevância que estas expressões [religiosas] têm para a sociedade e para as pessoas -sejam elas protagonistas da notícia, fontes ou público – requira um extremo respeito no tratamento da informação que deve excluir a burla ou o menosprezo, assim como o utilizar de forma distorcida os símbolos ou as práticas religiosas”. “A cobertura da informação religiosa constitui, assim, um desafio importante para os meios de comunicação. O respeito pelas pessoas e as instituições e pelo contexto é o respeito pela dignidade humana e uma das dimensões de sua liberdade, a liberdade religiosa. É também manifestação real de tolerância e pluralismo informativo”, declara o documento.

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