O responsável da Santa Sé pela área das migrações, Cardeal Stephen Fumio Hamao, lembrou que as “famílias de imigrantes passam por sofrimentos reais, que precisam de respostas concretas e adequadas, tanto a nível político como a nível pastoral”. O presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, que em Agosto esteve em Fátima, falava na Coreia do Sul, durante a assembleia plenária dos episcopados asiáticos (FABC). Apresentando a posição da Santa Sé sobre a família e as migrações, o Cardeal Hamao fez referência, de modo particular, à Instrução publicada pelo Pontifício Conselho do qual é presidente, intitulada “Erga migrantes caritas Christi” (A caridade de Cristo para com os migrantes). Após um quadro das inevitáveis dificuldades de ambientação sociocultural, que atingem as famílias que chegam a uma nova terra, o Cardeal Fumio Hamao afirmou que, para aliviar tais dificuldades, são sobretudo os cristãos que devem responder a um imperativo urgente: o de colocar em prática “uma autêntica cultura do acolhimento”. “É possível desenvolver essa sensibilidade, sobretudo em relação aos pobres, de modo particular através da formação religiosa e da catequese. No mais, também a celebração da fé permanece um ponto central dos novos núcleos de imigrantes”, referiu. O Cardeal Hamao terminou a sua intevenção com um “sim” aos valores da solidariedade e da hospitalidade – que favorecem a entrada e a estabilidade das famílias de imigrantes -, e um “não” a “todos os sentimentos e manifestações de xenofobia e racismo”.
