As medidas destinadas a prevenir os abusos dos imigrantes em relação ao sistema de segurança social na Irlanda tiveram um efeito imprevisto, ao privar da reforma diversas sacerdotes e religiosas que servem a Igreja Católica como missionários no estrangeiro, reconheceu hoje o ministério local dos assuntos sociais. A intenção era lutar contra os “turistas sociais”, os imigrantes que apenas vinham à Irlanda para beneficiar de ajudas sociais ou do sistema de saúde. A República da Irlanda tinha imposto um tempo mínimo de residência em solo irlandês, que acabou por afectar os religiosos. Em função da entrada de 15 novos países na União Europeia, em Maio passado, o governo irlandês quis evitar uma fluxo imigratório fora do vulgar. A Igreja na Irlanda, uma país maioritariamente católico, tem missionários espalhados pelos cinco continentes. “Os missionários foram involuntariamente afectados por esta medida, que não se dirigia a eles, como é evidente”, declarou um porta-voz do ministério dos assuntos sociais, citado pela AFP. Espera-se agora uma reacção da Igreja, dado que o governo entende que se abrir uma excepção para os religiosos poderia colocar em causa a legalidade do projecto de lei.
